13 de novembro de 2011

Amigo fiel é escudo, guardião de nossa alma.


O Autor Sagrado eleva o amigo a um nível altíssimo quando lhe atribui o epíteto de tesouro. A Palavra de Deus diz: “Amigo fiel é poderosa proteção; que o encontrou, encontrou um tesouro” (Eclo 6,14). Interessante que o termo “tesouro” deriva do latim thesaurus, que significa também “armazenamento” ou “repositório”. Assim sendo, amigo de verdade é aquele que serve de repositório, lugar onde armazenamos nossa confiança, nossos sentimentos e afetos, até mesmo nossa própria vida. Não à toa, a Bíblia assemelha a amizade a um tesouro, pois não é fácil encontrar uma riqueza; do mesmo modo, um amigo, embora, vivamos na era da comunicação.
Nunca na história se ouviu notícias de tantos relacionamentos oriundos dos meios de comunicação, proporcionados pela técnica atual. Novas amizades são feitas a todo instante no mundo inteiro através das redes sociais, chats e sites de relacionamento. Apesar disso, a solidão é crescente no meio urbano.
De um ponto de vista ocorreu uma evolução célere, neste sentido, com a globalização. Entretanto, os laços de amizades sofrem cada vez mais em qualidade. O Escritor Sagrado não nos fala desse tipo de amizade, todavia, não podemos descartá-la, pois já é uma realidade vivenciada pelas novas gerações e, talvez no amanhã, venha a ser uma regra.
Nossas amizades devem ser bem selecionadas. Bijuterias podem até enganar, mas um dia perdem seu brilho efêmero, diferente dos tesouros e das joias raras que nunca perdem sua beleza. Com efeito, os tesouros nos enriquecem, então, isso serve como um excelente termômetro para medir nossos relacionamentos. Será que essa amizade está nos enriquecendo, fazendo de nós pessoas melhores e enobrecendo nossa vida?
Caso o amigo seja fiel, entenderá o que, já na antiguidade clássica, Aristóteles dizia: “entre a amizade e a verdade, eu prefiro a verdade”. Intuímos, pois, que a verdade liberta, e o amigo sincero sabe disso. Ele fala coisas desagradáveis a nosso ver, em nossa frente, enquanto o inimigo fala-a por trás. Contudo, seu ombro será um refúgio, suas palavras acalento para alma e sua presença um bálsamo. Porém, quando oportuno, a correção virá, nos corrigirá baseado na confiança depositada em sua pessoa. Daí provém nossa proteção neste escudo protetor da amizade que vela por nossa alma.
Este guardião possui o dom de nos acolher da maneira que somos; ele não espera que sejamos perfeitos, mas tão somente amigo. Conhece nossas fraquezas e limitações, mesmo assim abriga-nos sem preconceitos, ou seja, com o amigo podemos pensar em voz alta e continuar a tê-lo. O tempo lapidará o ouro da amizade e somente ele poderá dizer se nossa amizade é um tesouro enriquecedor ou uma bijuteria ornada com aparência bela; porém, imbuída de uma falsidade que nos deixa vulneráveis.
Rodrigo Stankevicz

12 de novembro de 2011

A tirinha de Max Gehringer que emocionou o mundo


Como você lida com a adversidade?


Uma moça queixou-se a sua mãe sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que, assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. 

Então, sua mãe levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo, as panelas começaram a ferver. Em uma delas, colocou cenouras, em outra, ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ela estaria fazendo. 

Minutos depois, ela apagou o fogo. Pegou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virou-se para a filha e perguntou: 

- Querida, o que você está vendo?

- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.

Ela a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. 

Ela, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. 

Finalmente, ela lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao sentir seu aroma delicioso e então perguntou:

- O que isto significa, mãe?

- Cada um destes - a cenoura, o ovo e o café - enfrentou a mesma adversidade, a água fervendo, mas cada um reagiu de maneira diferente. A cenoura, outrora crua e rígida, amolecera e se tornara frágil. Os ovos, antes frágeis, mesmo com sua casca protegendo o líquido interior, tornaram-se firmes e mais resistentes. Já o pó de café é incomparável: depois que o coloquei na água fervente, ele mudou a própria água. 

Após profundo silêncio, a mãe prosseguiu:

- Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é a cenoura, o ovo ou o pó de café? Você é como a cenoura, parecendo firme e forte, mas, com a dor e a adversidade, murcha e se torna frágil, perdendo sua força? Ou será que você é como o ovo, começando maleável, mas, depois de sofrer alguma pressão da vida, torna-se dura? Sua "casca" até parece a mesma, mas por dentro, você está dura. Será que você é como o pó de café? Você transforma o meio que a aflige, altera o que está trazendo a dor e oferece algo melhor e mais gostoso do que havia antes da adversidade?

Elas se abraçaram e choraram de alegria por terem uma à outra.

Refletindo

E você, como você lida com a adversidade? Pense nisto. Você é a cenoura, o ovo ou o café?

 Que Deus o faça como o pó de café, que quando as coisas ficam ruins, você possa reagir de forma positiva, se tornando melhor sem se deixar vencer pelas circunstâncias, e fazendo com que as coisas em torno de você também se tornem melhores!

 Que diante da adversidade da vida exista sempre uma luz que ilumine teu caminho e a todas as pessoas que te rodeiam. Para que possas sempre espalhar e irradiar com tua força, otimismo e alegria o “doce aroma do café”

 Para que nunca perca esse cheiro agradável e inigualável que só você sabe transmitir às pessoas.
E transformar a adversidade em algo melhor, amparado por Deus.

  Uma vida não tem importância se não for capaz de imputar positivamente a outras vidas.

(Autor desconhecido)

11 de novembro de 2011

EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR


São Paulo
Hoje em dia, no mundo relativista em que vivemos, onde tudo é normal e permitido, nada é pecado e as pessoas estão se achando forte o suficiente para, em muitas ocasiões, dizerem: “Faço essas coisas, ouço essas músicas, assisto a estes programas apenas como um passatempo, não muda minha vida em nada. Além disso, eu sei diferenciar as coisas boas das ruins e não me deixo influenciar.”
“No mundo de hoje precisamos ser radicais nas nossas escolhas”
Sinto lhe dizer, querido amigo, que Deus nos deu e sempre nos dará o livre arbítrio; somos livres para fazer tudo o queremos. No entanto, conhecemos muito bem esta passagem bíblica: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (I Cor 6, 12).
Podemos escolher para prevalecer em nosso lar: Jesus Cristo – o Justo e Santo -, juntamente com Sua mãe, a Virgem Maria, os anjos e santos; ou decidimos por dar o trono ao inimigo de Deus. Não há outro jeito, precisamos fazer esta escolha ou nossa casa levará a bandeira daquele que nos criou ou a bandeira do demônio, pois não podemos servir a dois senhores.

O que a TV tem levado para sua casa?
Infelizmente, na maioria dos lares, quem tem sentado no trono é o inimigo. Ele tem utilizado um dos meios de comunicação mais comum para conseguir fazer sua festa em nossas famílias: a televisão.
O que você tem permitido entrar em seu lar através desse meio? O que sua família tem assistido? São programas que estão santificando seus familiares ou levando-os ainda mais para o fundo do poço? Muitas vezes, é difícil para nós, tanto crianças, jovens ou adultos, entendermos o quanto o mal pode nos contaminar por um aparentemente inofensivo programa de TV.
Sabe quando você faz uma refeição e ela não lhe faz bem? Por ela estar estragada ou simplesmente por seu organismo não ter aceitado o alimento? É muito parecido o que acontece quando deixamos entrar em nossa mente e coração coisas que não convém a nós cristãos. Do mesmo modo em que, por consequência da comida estragada, se iniciará em nós dor de estômago e até vômitos, nosso espírito também rejeita coisas que contradizem os mandamentos do nosso Senhor.
Não precisaria nem falar o que rola na maioria dos programas, reality shows e novelas, mas para não termos dúvidas, vou citar os principais focos que eles têm: amizades falsas, famílias destruídas e juventude perdida; tudo isso pode ser simplificado citando pecados capitais como soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.
Isso é o que o mundo prega para vivermos, dizendo que quem não segue esses padrões de vida, é careta. Mas hoje existem muitas pessoas no mundo que querem lutar contra todos esses pecados, que almejam as famílias como santuário de vida e não de morte, no qual, ao invés de três televisores em casa, em que o pai vai assistir futebol na sala, a mãe vai para seu quarto assistir novela e o filho se tranca no outro para zapear programas, tenha-se apenas uma, para que a família reunida possa decidir os programas que entrarão e os que não entrarão em seu lar. Isso sim é projeto de família criada por Deus.
Meus queridos irmãos, precisamos ser radicais em nossas escolhas. É necessário que nosso ‘sim’ seja sim e nosso ‘não’ seja não, pois os mornos não entrarão no Reino dos Céus. Quando vier a vontade de assistir um programa mundano e junto o pensamento de que não lhe fará mal, lembre-se de que precisamos ser testemunhas vivas do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e, mais importante ainda, lembremo-nos que não queremos trair o nosso Criador, dando ibope para os planos de perdição do diabo.
“Tudo me é permito, mas nem tudo me convém” (I Cor 6, 12)
Seja forte meu querido, tenha coragem, vamos mostrar ao inimigo que o seu lugar não é dentro de nossas casas. Façamos isso por meio de gestos concretos, excluindo-o de nossas vidas, programas, filmes, músicas e outras coisas que não indicam o nosso lugar que é o Céu.
Então, eu lanço para você, que leu esta mensagem, uma pergunta: a partir de hoje, você e sua família continuarão dar ibope ao demônio? Ou levantarão com toda alegria o estandarte de guerreiros que, por amor a Deus, deixam a vida velha e se tornam novos homens, a fim de contribuir com aquele que deu sua vida no madeiro da cruz por cada um de nós?
Aí está um desafio de Deus para você: fique tranquilo, Ele mesmo o ajudará. Que Deus o abençoe e lhe dê muita ousadia para erguer radicalmente a bandeira de Jesus Cristo em seu lar e vivermos com autenticidade a Revolução Jesus.
“Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24,15).

Como ser santo? Para pensar

Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares.Convide-o para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos “curtir” aqui, mas sem sermos “curtidos. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo,fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade. Somos o que queremos ser... Somos obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice! Viva com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade. Para ser santo não precisamos deixar de viver. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu! É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja e que é  possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo de Deus espera isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa. Não desperdicem a juventude. Viva intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente,humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos ainda que de calça “jeans”. (Extraído do livro “Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves).

Amilton Gonçalves Cruz - Aluno 4º ano de Teologia
ITEFIST - Instituto de Filosofia e Teologia Santa Teresinha

4 de novembro de 2011

Felizes os que acolhem a Palavra


A Bíblia é um conjunto de escritos que contam a vida de um povo que identificou os diversos acontecimentos da sua história à luz da intervenção de Deus. O mais significativo dos acontecimentos dessa história é a morte e ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, e o consequente anúncio do seu Reino. Jesus é, por excelência, a grande Palavra de Deus dada à humanidade.
A Palavra de Deus está "cheia" da força do Espírito. Nasceu da vida e, pela presença do Espírito, uma vez acolhida, continua a gerar vida na vida dos crentes. Na história desse povo revemos a nossa vida. O profeta Isaías (55, 10-11) compara a Palavra de Deus à chuva, que desce à terra para a fecundar. Para ser, de facto, fecunda é fundamental que a Palavra, nascida e portadora de uma história e de uma cultura, seja constantemente actualizada, num trabalho contínuo de interpretação. Sem a interpretação, tarefa sempre difícil, corremos o risco de a acolher como quem visita um museu, esvaziando-a de sentido para o tempo e lugar em que vivemos.
Nós acreditamos num Deus vivo, aqui e agora, contemporâneo das nossas vidas e das nossas interrogações. Na celebração da Eucaristia, a homilia tem como função tornar presente e com sentido os textos que, atravessando toda a história, só são completamente compreensíveis a partir da leitura dos acontecimentos e da vida de uma comunidade concreta e actual.
A assembleia dominical é o lugar priviligiado para escutar a Palavra: Deus fala ao seu povo reunido, estabelecendo comunhão connosco. Ele cativa-nos, ilumina a nossa vida, faz apelo à mudança das nossas atitudes e ao nosso compromisso, propõe-nos uma Aliança de amor.
Acolher a Palavra é deixar que ela nos confronte e mude o nosso coração, para o tornar semelhante ao coração de Jesus; é a possibilidade de termos um outro olhar sobre nós, os outros e toda a realidade que nos rodeia - um olhar cheio de esperança e de possibilidades.
Onde Moras? Editora Paulinas


Leia mais: http://materialdecatequese.webnode.pt/news/felizes-os-que-acolhem-a-palavra/

3 de novembro de 2011

De que modo Jesus é o centro da nossa vida?


Quando o aceitamos como pessoa absolutamente central no nosso caminho. Quando procuramos olhar a vida do mesmo modo que Jesus olhou, e descobrimos, através dele, como somos o centro das atenções de Deus.Jesus leva-nos a olhar para Deus de uma maneira nova. E a descobrir como Deus olha a humanidade de um modo diferente do que é habitual pensar-se. Ao olharmos para Jesus Cristo, descobrimos também uma forma diferente de olharmos uns para os outros e uns pelos outros.No tempo de Jesus, havia realidades que tinham muita importância na vida das pessoas mas que, com os seus ensinamentos, perderam esse relevo. Com Jesus não há um lugar priviligiado para adorar a Deus, como o Templo, ao qual só alguns têm acesso. A partir dele, adora-se Deus em espírito e verdade (Jo 4, 23-24), isto é, no coração de cada ser humano, independentemente do lugar.Tal como o templo, também a Lei deixou de ser o mais importante. A quem o procura, Jesus não pergunta pelo cumprimento da Lei, mas pela fé. Aqueles que o seguem descobrem que muitas coisas que consideravam centrais deixam de o ser. Aquilo que, antes de conhecerem Jesus, era centro das suas vidas, passa a ocupar um lugar secundário. Até nós próprios deixamos de nos termos como centros. Se cada um de nós for o centro de si mesmo, ninguém tem lugar para ninguém, não há lugar para a fraternidade.
É porque Jesus é o centro das nossas vidas que podemos chamar Pai a Deus. É Jesus que nos faz seus irmãos. O seu Pai torna-se nosso Pai. É Jesus que nos dá a possibilidade de vivermos a fraternidade. A fraternidade leva-nos a fazermo-nos próximos dos que estão ao nosso lado - família, no trabalho, na escola, nos tempos livres, na igreja - e dos que estão longe. E também de todos aqueles que aceitam a nossa proximidade e que também nos são necessários.
Onde Moras? Editora Paulinas


Leia mais: http://materialdecatequese.webnode.pt/news/de-que-modo-jesus-e-o-centro-da-nossa-vida-/

2 de novembro de 2011

O rosto humano de Jesus


Jesus, embora não seja representado nas pinturas e esculturas a sorrir, e estejamos habituados a vê-lo crucificado, era uma pessoa alegre, feliz. Ele iniciou a Sua vida pública indo a uma festa de casamento. Além disso, é descrita a Sua felicidade ao contemplar a beleza dos lírios do campo, ao admirar as aves do céu, ao sentar-se à mesa nas festas para as quais era convidado, ao levar a paz e alegria aos pobres. Jesus é o rosto humano de Deus, que é alegre. Podemos dizer que Deus é festa, é alegria, é beleza. Por isso, os cristãos devem ser hoje o rosto visível de Deus, irradiando optimismo e alegria. Quanto mais as pessoas forem verdadeiramente felizes, mais perto estarão de Deus. E Ele prepara para todos os Seus filhos uma grande festa, que Jesus comparou a um banquete de núpcias. Nesse dia todos participarão da felicidade de Deus. Para já, estamos a treinar a alegria e o optimismo. E sabemos quem somos e para onde vamos: para a Festa do Reino em plenitude onde não haverá choro, luto ou dor.
 Cavaleiro da Imaculada Março 2010


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1 de novembro de 2011

Eucaristia


A palavra  Eucaristia vem do grego e significa "agradecer", "obrigado", "acção de graças". A Eucaristia é a acção de graças do Povo de Deus que reunido em família agradece ao seu Senhor por tudo. É nosso dever e nossa vida dar graças sempre de modo especial pela salvação que nos oferece.

O que vamos lá fazer?
Desde o início da Igreja (a assembleia, comunidade dos que professam a fé em Cristo morto e ressuscitado) é convocada, no dia do Senhor (Domingo), para celebrar a Eucaristia. Não vamos à Missa por nossa iniciativa, mas porque fomos convocados para louvar e dar graças ao Pai, por Jesus Cristo, no Espírito Santo.
Não vamos à Missa para cumprir um preceito, uma obrigação... seria fraco motivo. A Celebração é encontro com aquele que mais nos ama; é, por isso, festa. Uma festa em que queremos louvar, agradecer, pedir perdão e ajuda para o nosso caminhar. É, além disso, um encontro ainda mais especial: é memorial (faz-se presente no meio de nós), é banquete (Jesus alimenta-nos com o Seu próprio corpo) e é sacrifício (é oferta total, na qual pomos toda a nossa vida nas mãos de Deus, tal como fez Jesus).
Nela é Cristo que se oferece em sacrifício de acção de graças (Eucaristia) ao Pai, e nós unimo-nos a Ele neste gesto vital e significativo. Vai de Cristo para o Pai e, nesse movimento, Ele (Cristo) envolve-nos e oferece-nos ao Pai juntamente com Ele. Os gestos, as palavras, os textos, as orações, os cânticos têm de ser significativos e agradáveis a Deus e de acordo com a realidade e a densidade do mistério que celebramos juntamente com Cristo. Trata-se de, fundamentalmente, agradecer a Deus e não à nossa sensibilidade. Há gestos, palavras e cânticos que poderão ser muito agradáveis à nossa sensibilidade, mas que podem não passar de mero folclore e estarem pouco de acordo com o que estamos a celebrar.

Preparação
Se este encontro é assim tão especial será importante vevê-lo bem, e por isso prepará-lo para o viver com intensidade.Sim, porque para os grandes encontros nós queremos chegar cedo, queremos ir bem apresentados, queremos saber que dizer, queremos levar certamente alguma oferta, etc...
Na Eucaristia, este encontro especial, sempre novo e único com Deus, é sempre uma mais-valia prepararmo-nos. Passar da agitação da rua, para a nova situação de assembleia reunida à volta de Cristo. Não tanto para esquecer ou cortar com as preocupações da vida concreta que é a de cada um de nós, mas, antes, colocar essas preocupações no seio de Cristo, à maneira de oração de oferenda e sentir a comunhão com os irmãos reunidos em assembleia. No fundo, passar da vida apressada ao encontro com Cristo, da vida individual ao encontro com a comunidade.
Procurando sintonizar o pensamento e o espírito com o tempo litúrgico ou a festa litúrgica que se celebra naquele dia. Sem pressas, sem relógios, evitando distracções, num clima de serenidade e de paz que a todos nos ajuda viver com intensidade qualquer encontro.

Assembleia
Um encontro que queremos viver em comunidade. Colaborando sempre que possível nos diferentes ministérios: como leitor, como cantor, como acólito, ministro da comunhão, etc... Consciente que não se trata de "assistir à Missa", mas de participar, de viver com intensidade e verdade este encontro pessoal e comunitário com Deus.

Conclusão
«Contemplar o rosto de Cristo é o "programa" da Igreja na aurora do terceiro milénio, convidando-a a fazer-se ao largo no mar da história lançando-se com entusiasmo na nova evangelização. Contemplar Cristo implica saber reconhecê-Lo onde quer que Ele Se manifeste, com as suas diversas presenças mas sobretudo no sacramento vivo do Seu corpo e do Seu sangue. A Igreja vive de Jesus eucarístico, por Ele é iluminada. A Eucaristia é mistério de fé e, ao mesmo tempo, "mistério de luz". Sempre que a Igreja a celebra, os fiéis podem de certo modo reviver a experiência dos dois discípulos de Emaús: "Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-No" (Lc 24, 31)». (JOÃO PAULO II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 17 de Abril de 2003, 6)

Tirado da Revista Catequistas, Setembro de 2010


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