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22 de novembro de 2011

VOCÊ, A CASTIDADE E O MUNDO PORNOGRÁFICO


Foto enviada pela internauta keliane
Como é difícil viver a castidade nos dias atuais, ainda mais quando as diferentes mídias, como a TV e a Internet, se tornam tão acessíveis. Mas não só essas mídias exploram o sexual, ou por que não dizer o pornográfico em nós. Perceba que as roupas que a moda dita, os cartazes de publicidade com suas ambiguidades e tantas outras coisas sempre nos remetem ao sensual, aos prazeres carnais, afinal é do ser humano o desejo de ver e ser visto pelo olhar amoroso do outro. Mas e aí, como viver a castidade e ser santo, quando tudo a nossa volta não coopera para isso e ainda nos mostra como se fosse uma coisa normal?
O próprio Santo Agostinho disse: “Daí-me a castidade, mas não ainda, pois temia que me atendesse muito depressa e que me curasse logo a doença, que eu mais queria saciar do que extinguir.” (Confissões Cap. VII)
“Não permita que o inimigo roube sua santidade, não perca tempo com o imediatismo”
Precisamos lembrar que o nosso principal “órgão sexual” é o cérebro, e é aí que o inimigo usa suas artimanhas para nos iludir com uma promessa de felicidade e de amor. Sabemos que “tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convêm” (I Cor. 6:2) e ainda que “fomos chamados à liberdade, porém não podemos usá-la como pretexto para prazeres carnais” (Gál. 5:13).
Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Ele “não nos chamou para a imundice, mas para a santificação” (I Tes. 4:7), portanto, não permita que o inimigo roube sua santidade, não perca tempo com o imediatismo, no que é passageiro, mas buscai o que é eterno.
Somos “Templo Sagrado de Deus” (I Cor. 3:16) e por mais que seja difícil não nos contaminar com o “belo”, peçamos a sabedoria, o discernimento e a vontade de dizer não a esse “amor de mentira” e sim ao amor incondicional de Deus.
Keliane MM
Twitter: @kelian_MM

20 de novembro de 2011

ESCOLHER PRA QUEM TORCER


Conteúdo enviado pelo internauta Fabiana Arthur Rodrigues
Na vida temos de fazer escolhas.
Imagine-se torcendo por dois times ao mesmo tempo. Com certeza vai haver um grande campeonato e vai chegar um momento em que esses dois times vão se enfrentar. Nesta hora, o que você vai fazer? Vai deixar de torcer ou escolher por um deles? Mas qual vai escolher? É… será necessário decidir se você vai vestir a camisa branca ou a verde.
Ao tomar essa decisão podemos errar e fazer uma escolha precipitada, sem pensar direito, e optar pelo time que vai perder. Para torcer para um time é preciso deixar os outros. Não é preciso odiá-los, mas amar mais aquele que você escolheu.
A vida também é assim. Se assumimos seguir Jesus, tem de ser por inteiro, é doação total e precisa de renúncia aos outros times. Essas escolhas podem ser de momento: uma Missa ou uma festa? Mas podem ser para a vida toda: seguir Jesus ou viver de prazeres momentâneos oferecidos por pessoas ou coisas contraria a Deus? Só podemos torcer por um time. Para qual você torce hoje? Seria capaz de negar, renunciar outras coisas para assistir, torcer e participar de um jogo do seu time?
Vale pensar como está sua vida. Se você optou pelo time de Cristo, tenha a coragem de vestir a camisa e levantar a bandeira d’Ele, deixar tudo o que o afasta d’Ele para segui-Lo. Vamos torcer juntos para este time. Você tem coragem?

24 de outubro de 2011

Mártir da eucaristia e patrono dos Coroinhas


O testemunho corajoso do jovem mártir Tarcísio foi, e continua sendo, para nós, como que uma profissão de fé em Jesus sacramentado.O início do ano de 245 foi marcado por um acontecimento providencial para a bela Roma: o nascimento de Tarcísio, um dos mais ilustres filhos da cidade eterna.


Quando Tarcisio estava com 7 anos seus pais faleceram, e o nosso pequeno órfão foi adotado por um casal vizinho, que o tratava com carinho e com muito conforto.


Tarcísio, por toda a sua curta vida, lembrava-se dos ensinamentos de sua mãezinha e de seus pais adotivos recebeu uma formação Cristã exemplar. Uma criança alegre, cheia de vitalidade, uma amigo para todas as horas, de uma fidelidade fraterna que impressionava a todos; assim era o pequeno Tarcísio.


Durante as brincadeiras, sempre nutriu repugnância pelas que levavam ao pecado; tinha um coração puro e uma palavra de estímulo para com todos.


Roma era por aquele tempo palco de perseguição aos cristãos. 


Tarcísio chegou à seguinte conclusão: “Somente Cristo é capaz de dar forças aos cristãos, com paciência o martírio, perguntou a sua mãe, E eu posso ser cristão? É claro que sim! que santo desejo meu filho”.


Ó santo desejo, transformou sua vida; era como se a luz do céu tomasse conta de todo o seu ser. Tarcísio parecia um cordeirinho em busca de seu bom pastor. Desejava sempre mais conhecer as verdades da fé e os testemunhos heróicos dos mártires cristãos. Somente por Jesus desejava viver e dar à vida se fosse preciso. O batismo, naquela época, era concedido geralmente aos adultos e depois de um longo período de preparação.


Quem desejasse o batismo, deveria primeiro ser apresentado ao bispo por um cristão fiel e que desse boas referências do aspirante. Depois de aprovado era admitido no catecumenato (período de conhecimento da doutrina cristã, assim como das exigências do ser cristão).


O santo desejo de tornar-se cristão, fez de Tarcísio um catecúmeno exemplar. Nosso jovem apresentou-se ao Papa para o grande escrutínio. O Santo Padre lhe perguntou: “Amas muito a Nosso Senhor?, respondeu ele, Sim, e não poderia viver sem amá-Lo. Foi Ele que me deu a vida e me chamou para o seio da Igreja”.Era sábado de aleluia, durante a Vigília da Ressurreição. Tarcisio professa sua fé e é batizado, um grande o numero de Cristãos que participaram da cerimônia celebrada na catacumba de São Calisto, pelo Papa. Todos ficaram encantados com o testemunho de fé do jovem Tarcísio, seus olhos eram com que fachos de luz. Em seguida foi crismado e assim sendo, estava pronto para o testemunho.




O Martírio



O jovem acólito Tarcísio, com apenas 12 anos, ofereceu-se para levar o Ssmo. aos presos, apesar da opinião contrária do bispo, Tarcísio tomou Jesus em seus braços e dignamente embrulhado em finos panos, colocou-o sobre o peito e partiu em direção às prisões.O Bispo disse-lhe: “Lembra-te Tarcisio, este tesouro é confiado aos teus cuidados... Cuidarás fielmente dos Sagrados Dons de Deus?, respondeu Tarcísio: "Morrerei antes que não cumpra meu dever!”.


Pelo caminho, Tarcísio encontrou um grupo de rapazes que brincavam na rua e, ao vê-lo, o chamaram para brincar, pois faltava um elemento para o jogo, avistaram: “Aonde vais com tanta pressa? Vem jogar conosco! Só falta você!”. Tarcísio apressou o passo e seguindo em outra direção dizia ele: “Não posso agora. Tenho uma grande e importante tarefa a cumprir”. “Pois virás à força”, e todos caíram em cima de nosso jovem, que de forma nenhuma abria os braços. “Vos suplico, deixem-me continuar meu caminho”, disse Tarcísio.


A curiosidade dos rapazes era grande,  até que descobriram que ele era cristão e o chamavam de “burro cristão”; exigiam que entregasse o Sagrado Tesouro, ao que ele replicou: “Nunca, até que esteja vivo!”; foi cruelmente espancado, porém suas mãos não desgrudavam de Jesus eucarístico.


O soldado Quadrato, que também era cristão, espantou os rapazes e juntou Tarcisio que estava lavado em sangue: “O que fizeram contigo Tarcisio?”.- Não pense em mim, eu estou com o meu Senhor nos braços, tome aos teus cuidados!.O soldado, com os olhos cheios de lágrimas, tomou o jovem nos braços, seu aspecto era o de um anjo, seus olhos pareciam ver o céu aberto.


O jovem Tarcísio entrega sua santa alma a Deus e seu corpo martirizado é colocado na catacumba de São Calisto.“Enquanto um criminoso grupo de fanáticos se atirava sobre Tarcísio, que levava a eucaristia, o jovem preferiu perder a vida antes de deixar aos raivosos o corpo de Cristo” (Papa Damaso).


10 de setembro de 2011

Não sou nada... Sou filho de pedreiro...


Caímos no erro de pensar que Deus nunca vai nos chamar, pois
Ele só o faz com as pessoas especiais. Mas isso não é verdade! Não podemos olhar somente para os chamados específicos: ser padre, ser freira. Hoje o Senhor tem convocado a muitos que não são padres nem freiras para ser evangelizadores e profetas.

5 de setembro de 2011

05 de Setembro, dia de Madre Teresa de Calcutá: "Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz."

História de Madre Teresa de Calcutá
Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.
Considerada a missionária do século XX, concretizou o projecto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia.

Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direcção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.

Madre Teresa de Calcutá

23 de agosto de 2011

Vida consagrada: Seguir Cristo casto, pobre e obediente

Mirticeli Medeiros

Em todas as épocas mulheres e homens são chamados a vida consagrada.Durante o mês de agosto, a Igreja no Brasil convida os católicos a refletir sobre a riqueza das mais diversas vocações na Igreja e no domingo, 21, todos foram levados a lançar um olhar especial sobre a vida consagrada.

20 de agosto de 2011

NÃO BASTA APAIXONAR-SE

“O que mais que ela quer? Ele quer demais!”

        São duas frases que apontam para uma relação em perigo. Em algum lugar aprenderam de alguém uma noção errada de casamento. Amavam-se de paixão e por conseguinte, seu casamento daria certo. Os ajustes viriam com o tempo. Só esqueceram de aprender que entender-se é tão fundamental quanto desejar-se. Alguns programas de televisão andam passando ao povo a errônea noção de que ser bom de cama é o mesmo que ser bom parceiro. Mas casar-se é mais do que saber fazer sexo ou dizer palavras bonitas na hora do bem bom. Tem que saber fazer bem as outras coisas do casamento para construir uma família feliz. Tem que ser capaz de não perder o respeito quando alguém discorda. Tem que saber brigar sem levantar a voz. Tem que saber ficar quieto na hora certa para não piorar a relação. Tem que saber perdoar logo. Tem que controlar o ciúme burro, abestalhado e doentio que martiriza qualquer pessoa. Tem que aprender a não dominar porque não casou com um bichinho de estimação. Por mais “gato ou gata” que sejam, são pessoas e não animais domesticados. Sem ouvir o outro e sem respeitar o universo de um e de outro não há casamento que dure.
        A palavra ‘desempenho’ virou moda. Cobram dos dois um bom desempenho sexual, o que é certo, mas deveriam cobrar também um bom desempenho afetivo, espiritual e social porque é disso que se vive 24 horas por dia. Não consigo escapar à impressão cada vez que ouço os entrevistados na televisão a falarem de seus amores, de que se baniu a palavra “espiritualidade” do relacionamento conjugal. E é uma pena, porque quando apenas os corpos se casam e as almas ficam em segundo plano, fica faltando o essencial. O casamento é mais do que um encontro de corpos. A impressão que fica é que muitos casais não sabiam disso quando assinaram aquele papel. Ao direito de dormir juntos corresponde o dever de sonhar e caminhar juntos. Dormir juntos é bem mais fácil do que pensar e caminhar juntos. Por isso há tantos divórcios e separações. Comeram demais as guloseimas e agora não engolem a refeição.
Pe. Zezinho, scj

19 de agosto de 2011

O sexo nos planos de Deus

O livro do Gênesis assegura que, ao criar todas as coisas, "Deus viu que tudo era bom" (Gen 1,25). Portanto, tudo o que o Criador fez é belo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usá-la para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma, o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. É por ele que a criança inocente vem ao mundo.
Como Deus deu ao casal humano a missão de gerar os filhos, "crescei e multiplicai" (Gen 1,28), providenciou o sexo como instrumento de procriação. E mais, para fortalecer a união e o amor do casal fez do sexo também o meio mais profundo da "manifestação" do amor conjugal.


Podemos dizer que o ato sexual é a celebração do amor, como que a "liturgia do amor conjugal". E é no ápice desta celebração do amor que o filho é concebido. Isto é, ele não é somente a carne e o sangue do casal, mas principalmente, o fruto do seu amor. É por isso que a vida sexual de um casal que não se ama de verdade nunca é harmoniosa.


O sexo é manifestação do amor. Sem este, ele fica vazio, desvirtuado e perigoso como aquela faca na mão do assassino. Faz muitas vítimas... O que é a prostituição, senão o sexo sem amor? É apenas um ato de prazer, comprado, com dinheiro ou outros meios. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (I Cor 7,4). O apóstolo dos gentios não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.
A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um "comprometimento" de vida conjugal, vida a dois, no qual cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro. Cada um é "responsável pelo outro" até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida. Sem esse compromisso de vida o ato sexual não tem sentido e se torna perigoso.
As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, criados pelos avós ou em orfanatos. Muitos desses se tornam os "trombadinhas" e "delinquentes" que, cada vez mais, enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se busca apenas e egoisticamente o prazer do sexo, e depois se elimina o fruto: a criança!
As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. O remédio contra a AIDS é a vivência sexual apenas no casamento; e não, como se propõe, irresponsavelmente, o uso de “camisinhas”, em vez de se eliminar o vício pela raiz.
É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens.
Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu autodomínio para ser fiel ao seu cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos.


A televisão, os filmes pornográficos, as revistas eróticas abundantes e asquerosas injetam pólvora no sangue de nossos filhos, fazendo-os escravos do sexo. E por causa disso estamos vendo meninas de 13, 14 anos, grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães. Temos que acordar. Temos que ter a coragem de oferecer aos jovens a opção da pureza que Jesus nos legou: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8). Neste assunto Cristo foi exigente e não deixou margens à dúvida: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo de cobiça, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27).

Vocação

Seja para constituir família, viver exclusivamente para Deus ou para doar a vida por uma missão, todos os cristãos possuem uma vocação. Ela é o chamado do Pai, cuja finalidade é a realização plena da pessoa humana. É um gesto gracioso do Senhor que visa a plena humanização do homem. É dom, graça, eleição cuidadosa, visando a construção do Reino dos Céus. Para compreendermos em profundidade o significado dessa iniciativa divina, precisamos fazer a distinção entre: Vocação Fundamental e Vocação Específica.
  • Vocação Fundamental: Entendemos por vocação fundamental o chamado de cada pessoa à vida, a ser Filho de Deus, a ser cristão, a ser Igreja. É um chamado a desenvolvermos plenamente todas as nossas potencialidades. As vocações específicas derivam da vocação fundamental.
  • Vocação Específica: Entendemos por vocação específica a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental, como leigo, sacerdote ou religioso. As vocações específicas são três: laical, religiosa e sacerdotal.
Vocação Laical
O carisma da vocação laical ocupa um lugar central na Igreja, pois a define para o mundo. Outras vocações não têm essa centralidade. O leigo tem carisma e função para libertar a secularidade do mundo, mediante o anúncio de Jesus Cristo, de modo a fazer com que o mundo tenha autonomia. Ele tem a missão de fazer com que o mundo entre em comunhão com o mistério que a Igreja representa.
A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do batismo e da crisma. O cristão leigo tem o papel de libertar o mundo da secularidade, dos falsos ídolos e de todas as prisões que oprimem e destroem a pessoa humana. Vivendo no mundo como solteiro, casado ou consagrado (de maneira individual ou num instinto secular), os leigos são fermento na massa, sal e luz do mundo. Na vocação laical temos o estado de vida matrimonial. Chamados a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a constituir família. A família é chamada a constituir a Igreja doméstica.

 Vocação Religiosa

O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.
Os religiosos vivem:
a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo;
b) Como sinais visíveis de Cristo libertador;
c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs;
d) A total partilha dos bens;
e) O amor sem exclusividades;
f) A consagração a um carisma específico;
g) Numa comunidade fraterna;
h) A dimensão profética no meio da sociedade;
i) Assumem uma missão específica;

Vocação Sacerdotal

O sacerdócio fundamental é comum a todo cristão leigo. Cristo fez do novo povo um reino de Ssacerdotes para Deus Pai (cf. Ap 1,6). Pelo Batismo todos participam da dimensão sacerdotal de Cristo (LG 27). O sacerdócio ministerial, pelo poder conferido, forma e rege o povo sacerdotal, realiza o Sacrifício Eucarístico na pessoa de Cristo e O oferece a Deus em nome de todo o povo (LG 28).
O ministério ordenado (carisma próprio do diácono, presbítero e bispo) é uma vocação carismática particular. O Espírito Santo – concede esta vocação a alguém e esta vocação converte-se em função. Um carisma que se converte em ministério. Ratifica-se após a imposição das mãos do bispo.
O presbítero é chamado a assumir o ministério hierárquico na Igreja como serviço aos irmãos. Esse ministério surgiu na geração apostólica quando os apóstolos se preocuparam pela continuidade das comunidades. Assim como não poderia existir comunidade primitiva sem apóstolo, da mesma forma não pode existir comunidade cristã sem sacerdote.

Características de uma Vocação

Catequista
A  Igreja reconhece no catequistas pessoas chamadas a exercitar um particular encargo eclesial, uma especial participação na responsabilidade de fazer avançar o Evangelho. Na história da evangelização muitos foram, de fato, mestres de religião, guias das suas comunidades, zelosos missionários leigos e modelos de fé.  Os catequistas prestam muitos serviços relacionados com a difusão do conhecimento de Cristo, com a fundação da Igreja, com o enxerto cada vez mais profundo do poder transformador do Evangelho na vida dos seus irmãos e irmãs. A catequese é trabalho de fé que ultrapassa qualquer técnica; é esforço da Igreja de Cristo. O seu objeto primário e essencial é o mistério de Cristo; a sua finalidade definitiva é colocar as pessoas em comunhão com Cristo (cfr. Catechesi tradendae, 5).  Apesar das  circunstâncias, das exigências e dos obstáculos, a importância deste grande apostolado não fica diminuída, porque sempre será necessário desenvolver uma fé inicial e guiar o povo para a plenitude da vida cristã.
Diaconato
Enquanto grau da ordem sagrada, o diaconado imprime o carácter e comunica uma graça sacramental específica.  Quanto aos diáconos, a graça sacramental dá-lhes a força necessária para servir o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e o seu presbitério. No exercício do seu poder, os diáconos, participando num grau inferior do ministério eclesiástico, dependem necessariamente dos Bispos, que têm a plenitude do sacramento da ordem. Além disso, têm uma relação especial com os presbíteros, em comunhão com os quais são chamados a servir o Povo de Deus. Do ponto de vista disciplinar, com a ordenação diaconal, o diácono é incardinado na Igreja particular ou na Prelatura pessoal para cujo serviço foi admitido, ou então, como clérigo, num Instituto religioso de vida consagrada ou numa Sociedade clerical de vida apostólica. O instituto da incardinação não constitui um facto mais ou menos acidental, mas caracteriza-se como laço constante de serviço a uma concreta porção de povo de Deus. Isto implica pertença eclesial a nível jurídico, afectivo e espiritual e a obrigação do serviço ministerial.
O ministério do diácono nos diversos contextos pastorais e caracteriza-se pelo exercício dos três munera próprios do ministério ordenado, segundo a perspectiva específica da diaconia. Relativamente ao munus docendi, o diácono é chamado a proclamar a Escritura e a instruir e exortar o povo. Isso é expresso mediante a entrega do livro dos Evangelhos, previsto pelo mesmo rito da ordenação. O munus santificandi do diácono exerce-se na oração, na administração solene do baptismo, na conservação e distribuição da Eucaristia, na assistência e bênção do matrimónio, na presidência ao rito do funeral e da sepultura e na administração dos sacramentais.(16) Isto mostra claramente que o ministério diaconal tem o seu ponto de partida e de chegada na Eucaristia e que não pode reduzir-se a um simples serviço social. Finalmente, o munus regendi exerce-se na dedicação às obras de caridade e de assistência (17) e na animação de comunidades ou sectores da vida eclesial, dum modo especial no que toca à caridade. É este o ministério mais típico do diácono. As características da ministerialidade nata do diaconado são, portanto, bem definidas, como se deduz da antiga praxe diaconal e das orientações conciliares.
Vida Consagrada
Todos, na Igreja, são consagrados no Baptismo e na Confirmação, mas o ministério ordenado e a vida consagrada supõem, cada qual, uma distinta vocação e uma forma específica de consagração, com vista a uma missão peculiar. Para a missão dos leigos  é fundamento adequado a consagração baptismal e crismal, comum a todos os membros do Povo de Deus. Os ministros ordenados, além dessa consagração fundamental, recebem também a da Ordenação, para continuar no tempo o ministério apostólico. As pessoas consagradas , que abraçam os conselhos evangélicos, recebem uma nova e especial consagração que, apesar de não ser sacramental, as compromete a assumirem — no celibato, na pobreza e na obediência — a forma de vida praticada pessoalmente por Jesus, e por Ele proposta aos discípulos.
O dever missionário das pessoas consagradas tem a ver primeiro com elas próprias, e cumprem-no abrindo o seu coração à ação do Espírito de Cristo. O seu testemunho ajuda a Igreja inteira a lembrar-se de que em primeiro lugar está o serviço gratuito de Deus, tornado possível pela graça de Cristo. As pessoas consagradas serão missionárias, antes de mais, aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem,  orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total de amor. Desta forma, poderão tornar-se um verdadeiro sinal de Cristo no mundo. Também o seu estilo de vida deve fazer transparecer o ideal que professam, propondo-se como sinal vivo de Deus e como persuasiva pregação, ainda que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.
Sacerdócio
O celibato é um dom que Cristo oferece a quantos são chamados ao sacerdócio. Este dom deve ser acolhido com amor, alegria e gratidão. O celibato, antes de ser uma disposição canónica, é um dom de Deus à sua Igreja, é uma questão ligada à dedicação total ao Senhor.  A virgindade consagrada dos sacerdotes manifesta, de fato, o amor virginal de Cristo pela sua Igreja e a fecundidade virginal e sobrenatural desta união”. Assim, dedicando-se totalmente às coisas de Cristo e do seu Corpo Místico, o sacerdote goza de uma ampla liberdade espiritual para estar ao serviço amoroso e total de todos os homens, sem distinção.  Formar-se para o sacerdócio significa habituar-se a dar uma resposta pessoal à questão fundamental de Cristo: “Tu amas-me?”. A resposta, para o futuro sacerdote, não pode ser senão o dom total da sua própria vida”. A vida sacerdotal é, no fundo, aquela forma de existência que seria inconcebível se Cristo não existisse. Precisamente nisto consiste a força do Seu testemunho: a virgindade pelo Reino de Deus é um dado real, existe, porque Cristo, que a torna possível, existe.
Matrimônio
O matrimônio e a família estão arraigados no âmago mais íntimo da verdade sobre o homem e sobre o seu destino. Por conseguinte, a diferença sexual que conota o corpo do homem e da mulher não é um simples dado biológico, mas reveste um significado muito mais profundo: exprime a forma de amor com que o homem e a mulher, tornando-se como diz a Sagrada Escritura uma só carne, podem realizar uma autêntica comunhão de pessoas, aberta à transmissão da vida e desta forma cooperam com Deus para a geração de novos seres humanos.  O matrimonio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano”
O sacramento do Matrimônio tem um grande valor para toda a comunidade cristã e, em primeiro lugar, para os esposos, cuja decisão é tal que não poderia ser sujeita à improvisação ou a escolhas apressadas. A preparação para o matrimonio, para a vida conjugal e familiar, é de importância relevante para o bem da Igreja.   Tal vocação, para ser amadurecida, requer uma preparação adequada e especial, e é um caminho específico de fé e de amor, tanto mais que esta vocação é dada ao casal para o bem da Igreja e da sociedade.  O que aqui se chama Preparação compreende um amplo e exigente processo de educação para a vida conjugal, a qual deve ser considerada no conjunto dos seus valores. De fato, é educar para o respeito e a proteção da vida, que no Santuário das famílias se deve tornar uma verdadeira e própria cultura da vida humana em todas as suas manifestações e estados para aqueles que fazem parte do povo da vida e para a vida (cf. EV 6, 78, 105).
Profissionais
O cristão sabe que o trabalho faz parte do quotidiano, caminho de purificação e de salvação, para todos os que o acolhem em espírito de obediência à vontade de Deus e de serviço humilde e paciente para com o próximo.  Da visão cristã do trabalho deriva o empenho constante a privilegiar em todas as circunstâncias o bem da pessoa e a sua plena promoção espiritual, cultural e social.  Deste modo, no hospital, é o doente que deve ser posto no centro de qualquer serviço médico, de enfermagem e administrativo; na escola e na Universidade, é o estudante que deve ser ajudado, mediante o ensino e a instrução; nas fábricas e nos escritórios de empresas públicas e particulares, nas atividades comerciais e empresariais, é a consecução de uma melhor qualidade de vida, e não o simples aumento dos bens e dos lucros, no exercício das livres profissões, nas funções administrativas e no terciário são a honestidade, a competência e a qualidade dos serviços que devem ser privilegiadas ao satisfazer as demandas das pessoas; na comunicação, valor primário é o serviço à verdade, à qual é preciso ater-se com constante fidelidade; no exercício da justiça, é o direito de cada pessoa e o respeito pela legalidade que devem guiar magistrados e advogados; no desporto e no campo do turismo e do acolhimento, é o crescimento da pessoa humana que deve ser promovido, em todas as suas potencialidades e exigências físicas e espirituais.  A qualidade do ambiente depende antes de tudo das pessoas. Efetivamente, é o seu compromisso que pode torná-lo um lugar vital de colaboração, de comunhão e de relações caracterizadas pelo respeito e a estima recíprocos, pela colaboração e a solidariedade, pelo testemunho coerente com os valores morais da própria profissão.

Mês das Vocações

O mês de agosto é dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Normalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. É costume, neste mês, comemorarmos as diversas vocações a cada semana:
  • Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 4 de agosto celebrarmos o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.
  • Segundo domingo: por imitação do segundo domingo de maio – no qual é comemorado o Dia das Mães – temos o Dia dos Pais. Sabemos que no Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto celebrava-se o dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e, por isso, adotou-se esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Devido a esse fato, nesta data é comemorada a vocação matrimonial.
  • Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte.
  • Quarto domingo: é nesta data que se comemora o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei.
Ao participarmos dessas celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

Vocação e missão. É tudo igual?

Em latim, vocação significa “chamar”. Sendo assim, Deus chama a mim, a você, ao nosso grupo, nos convidando ao serviço, à doação, à entrega. Nesse chamado, o que Ele mais quer é que nós estejamos junto d’Ele, de Seu Filho Jesus e do Espírito Santo, participando do amor dessa Família do céu e da nossa comunidade. O Todo-poderoso nos chama, mas nos dá também os carismas e as qualidades de que precisamos para assumir esse chamado.
A palavra missão também vem do latim e significa “enviar”. É Jesus quem nos envia, como Ele mesmo falou: “Vão e façam meus discípulos todos os povos, ensinando a respeitar tudo o que vos ensinei” (cf. Mt 28,19-20). Não existe chamado sem missão, como também não existe missão se não houver quem possa realizá-la. Explicando melhor: a vocação, como vimos, é um chamado de Deus para servirmos a todos os irmãos. Esse serviço é a missão. Podemos concluir que vocação e missão não são a mesma coisa, mas elas estão muito ligadas, sendo consequência uma da outra.
Fonte cancaonova.com

Vida a dois

Uma vida a dois é compreendida de várias etapas, incluindo sonhos, projetos, idéias...
Mas como as ilusões falam sempre mais alto, esquece-se das dificuldades que vão enfrentar no longo percurso da vida.
Não há rosas sem espinhos, no matrimônio é necessário aceitar as diferenças de cada um e aprender a conviver com elas dia-a-dia, não é tarefa fácil, pois somos todos diferentes.
A complementaridade do casal, faz-se de pequenas atitudes diárias, que alimentam e fazem crescer o amor, revelam-se através de gestos de afeto, carinho e surpresas agradáveis e inesperadas ajudando assim o casal a superar a dificuldades que ambos terão que enfrentar nesta longa caminhada da vida.
O amor inclui a aceitação das fragilidades e perdão; ou seja; amar é saber perdoar. O sim do casamento inclui a aceitação não só das qualidades, mas também das limitações e dos defeitos.
É bom lembrar que o casal só tomará conhecimento do verdadeiro significado da palava casamento, quando ambos deixarem de pensar no eu e começamos a pensar no nós, pois unidos conseguirão alcançar todos os objetivos antes sonhados, e superar as exigências que vão aparecer nas várias etapas da vida.
O respeito mútuo e o diálogo são fundamentais para um bom entendimento e ajuda na educação dos futuros filhos.
Jamais se esqueçam, que, com todos os seus esforços colocamos aos pés da Cruz do Senhor, como um dia começou, as dificuldades, insucessos e outras tribulações que, por ventura apareçam, vão ser encarados com outros olhos e atitudes. E quando essas nuvens aparecerem em seus dias, lembrem de recitar para si mesmo: Eu aceitei você na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossas vida.

Oração para o Matrimônio

Trindade Santíssima, pela intercessão dos santos anjos e de Nossa Senhora, aumentai e aperfeiçoai cada vez o meu amor pelo(a) meu(minha) esposo(a) e de meu(minha) esposo(a) por mim. Dai-me sempre lembrar do meu compromisso matrimonial diante de Vós, no santo altar, lembrando-me sempre de que o matrimônio não é apenas uma instituição social mas, antes de tudo, um Sacramento. Auxiliada(o) pela Vossa graça, ajudai-nos na tarefa de enriquecer e fortalecer nosso relacionamento. Se me disponho a crescer no amor unida(o) ao Vosso Amor, o conseguirei mais do que através de centenas de terapias ou sessões de aconselhamento. Devo conhecer Vossas santas Leis, Vossos Ensinamentos para caminhar em Vossos passos. Vinde sobre mim e minha família com Vossa Luz, despertai em nós um verdadeiro ardor missionário, curai todas as chagas dos nossos corações. Amém.

Bênção da casa

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Oremos: Ouvi-nos, Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso, e dignai-Vos mandar do céu o Vosso santo anjo para que ele guarde, ajude, proteja, visite e defenda todos os que moram nesta casa. Dai-nos a paz, o amor, a saúde, a prosperidade. Defendei-nos de todos os perigos e inimigos de corpo e da alma e dai, a cada um de nós uma boa hora da morte.
Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Oração para a Família
(Problemas no relacionamento familiar)

Senhor, concedei a mim e família, a graça de Vos buscar antes de todas as coisas, pois somente assim poderemos viver na unidade.
Vinde com Vosso Espírito sobre o meu lar e removei os problemas que em nós existam: males do corpo, da alma, do Espírito, do coração.
Que ajamos como se tudo dependesse de nós, mas certos de que somente por Vossa graça poderemos - mesmo em meio a sofrimentos, permanecer na Vossa paz.
Que sejamos profundamente amigos, ajudemo-nos mutuamente a crescer na prática da fé e reavivemos sempre mais o amor que selamos diante de Vós, num compromisso sagrado e para sempre.
Nada mais angustiante para os coraçõezinhos das crianças do que a insegurança diante de um pai e uma mãe, a quem tanto amam, discutindo, ofendendo-se mutuamente.
Dai-nos saber amar profundamente, como amastes e amais Vossa Igreja.
Que nos lembremos que o maior presente que nossos filhos podem receber, é o amor que exista entre nós, seus pais.
Vinde, Senhor Jesus.
Restaurai a minha família e as famílias do mundo inteiro.
Amém.

Nossa primeira vocação


“O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. Pois nele vivemos, movemos e existimos”(Atos 17,24.28).
A nossa primeira vocação – não pode ser outra – a não ser amar a Deus de todo coração, buscando uma sublime e profunda comunhão com Ele.
Hoje, nós existimos graças a esse verdadeiro amor de Deus por nós; e nossa felicidade somente será plena quando as nossas vontades passarem a ser de acordo com a vontade do Senhor.

Nós precisamos buscar o Altíssimo em todas as circunstâncias possíveis para que possamos dizer como São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).

Nossa vida, nossa família, amigos, alegrias e dores não pertencem a nós, mas sim, a Deus. O Senhor quer ser o único a ser adorado e o primeiro a ser amado por nós, pois Ele o merece. Ele quer todo o nosso amor, adoração, respeito e gratidão porque nos ama infinitamente. Desse modo, ao O amarmos, aprendemos também a amar aos que estão à nossa volta de uma forma inteiramente gratuita.


Que durante este dia nós possamos fazer a experiência de deixar que o amor puro de Nosso Senhor Jesus Cristo consuma o nosso ser. Certos de que o mais nobre dos sentimentos nos sustentará em todos os momentos e em todas as circunstâncias, sejam estas boas ou dolorosas.

Jesus, eu confio em Vós!

(Luzia Santiago - Canção Nova)